terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sistema Circulatório Sangüíneo

Olá pessoal!! Hoje nós iremos falar do sistema circulatório sangüíneo, composto por artérias, veias e capilares.


SISTEMA  SANGÜÍNEO:
    O sistema circulatório sangüíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, capilares e veias) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba aspirante-premente. 
    A Fisiologia, como ciência experimental, teve início em 1628, quando Willian Harvey demonstrou que o sistema cardiovascular forma um círculo, de maneira que o líquido circulatório é bombeado continuamente desde o coração até um sistema de vasos e retorna ao coração por outro sistema de vasos.

Artérias
    As artérias são os vasos que saem do coração e transportam o sangue para todas as partes do corpo. Distribuem-se por praticamente todo o corpo, iniciando por grandes troncos que vão se ramificando progressivamente. As artérias podem ser superficiais ou profundas.  
    As artérias superficiais em geral são oriundas de artérias  musculares e se destinam a pele, sendo por isso mesmo de calibre reduzido e distribuição irregular. A quase totalidade das artérias são profundas, e isto é funcional pois nesta situação as artérias encontram-se protegidas. As artérias têm "filia" pelos ossos e "fobia" pela pele. As vezes, a contiguidade entre artéria e osso é tão acentuada que ela faz sulcos nos ossos. No nível das junturas, as artérias principais ficam na face de flexão, onde são mais protegidas contra as trações.
   As artérias profundas são acompanhadas por uma ou duas veias, tendo estas mesmo trajeto, calibre semelhante e em geral o mesmo nome da artéria que acompanha, sendo chamadas veias satélites. Quando decorrem juntos artéria, veias e nervos, o conjunto recebe o nome de feixe vásculo – nervoso.
   
Capilares
    As artérias se ramificam e se tornam, progressivamente, menos calibrosas e com as paredes mais finas, até chegarem aos capilares, que são de dimensões microscópicas e cujas paredes são uma simples camada de células (endotélio). Sua distribuição é quase universal no corpo, sendo rara sua ausência, como ocorre na epiderme, na cartilagem hialina, na córnea e no cristalino. É ao nível dos capilares, graças a aberturas existentes entre células endoteliais vizinhas (poros capilares), que ocorrem as trocas entre o sangue e os tecidos. Estas aberturas variam de dimensões de tecido para tecido.

Veias
    As veias são os vasos que transportam o sangue centripetamente ao coração. As veias fazem seqüência aos capilares e transportam o sangue que já sofreu trocas com os tecidos, da periferia para o centro do sistema circulatório que é o coração. Sua formação lembra a formação dos rios: afluentes vão confluindo no leito principal e o caudal deste torna-se progressivamente mais volumoso. As veias recebem numerosas tributárias e seu calibre aumenta à medida que se aproximam do coração, exatamente o oposto do que ocorre com as artérias, nas quais o calibre vai diminuindo à medida que emitem ramos e se afastam do coração. De acordo com sua localização em relação às camadas do corpo, as veias são classificadas em superficiais e profundas. Estas podem ser solitárias. ou seja, não acompanham artérias ou , o que é mais comum, satélites, quando acompanham as artérias. Neste caso são, geralmente, em número de duas para cada artéria.  
    As veias superficiais possuem trajeto independente do das artérias e se comunicam com as profundas por inúmeras anastomoses. Na superfície interna de muitas veias existem pregas membranosas, de forma semilunar, geralmente aos pares, denominadas válvulas, as quais , por direcionarem o fluxo sangüíneo, contrabalançam a ação da gravidade, desfavorável à circulação nas veias de trajeto ascendente. Assim, nas veias dos membros as válvulas são comuns, enquanto na cabeça e pescoço são ausentes ou vestigiais.

O SANGUE E SEUS ELEMENTOS CELULARES:
O sangue é o líquido circulatório. É composto de um plasma quase incolor onde estão mergulhados elementos celulares: os glóbulos brancos (leucócitos), os glóbulos vermelhos (eritrócitos ou hemácias) e fragmentos celulares (plaquetas ou trombócitos).

As hemácias são nucleadas e ovais em todos os vertebrados, com exceção dos mamíferos, nos quais são anucleadas, circulares e bicôncavas. O citoplasma da hemácia é preenchido por hemoglobina, um pigmento que tem afinidade com o oxigênio molecular. Como não possui organelas, o metabolismo do eritrócito é limitado; existem as enzimas da glicólise. Cada hemácia pode viver 120 dias e fazer 170.000 ciclos de viagem dentro do aparelho circulatório. As hemácias envelhecidas são identificadas pelo seu glicocálix e retiradas de circulação e destruídas pelo baço, de onde grande parte da hemoglobina é passada ao fígado; o pigmento é excretado na bile, e o ferro volta para a medula óssea. Por não terem núcleo, os eritrócitos têm um período de vida limitado.

Os leucócitos têm suas atividades nos vários tecidos do corpo. Os que se encontram no plasma sangüíneo estão, em grande parte, em trânsito de sua fonte (medula óssea, baço, estruturas linfóides) para os tecidos do organismo. Em geral, o período de vida de um leucócito é de 12 a 13 dias. Eles podem realizar movimentos amebóides, atravessar o endotélio dos capilares e alcançar os espaços intercelulares dos tecidos. Muitos leucócitos agem como fagócitos, englobando (fagocitando) bactérias que ocorrem em ferimentos; outros produzem anticorpos para defesa imunológica. 

As plaquetas ou trombócitos constituem fundamental elemento do líquido circulatório. São aproximadamente discoidais, anucleadas e muito menores que as hemácias. No homem, há mais de um trilhão de plaquetas, e cada uma vive de 8 a 10 dias. Quando ocorre uma lesão num vaso sangüíneo, as plaquetas agrupam-se e desintegram-se, liberando a tromboplastina, que inicia o processo de coagulação do sangue.

FUNÇÕES DO SANGUE:
O sangue transporta:
a) oxigênio molecular dos pulmões para os tecidos e dióxido de carbono no sentido inverso.
b) água e alimentos obtidos do processo digestivo.
c) alimentos armazenados de um órgão ou tecido para outro, por exemplo, a glicose guardada sob forma de glicogênio.
d) resíduos metabólicos, excesso de água ou íons minerais para os órgãos excretores.
e) hormônios das glândulas onde são produzidos para os tecidos com as células-alvo de sua ação.
f) anticorpos para a defesa do organismo e imunização.


Referências:
- Dangelo e Fatini, Anatomia Humana Básica, 2ed. - Ed. Atheneu.

Espero que tenham gostado. Amanhã falaremos do coração! Até já!! Bjuss

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